17 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei (The King's Speech)!

> O filme O Discurso do Rei, mostra o rei inglês George VI (Colin Firth), no começo do filme ainda Duque de York, tendo que assumir o cargo maior da monarquia britânica, mesmo contra sua vontade, para suceder seu irmão e até então rei Edward VIII (Guy Pearce) da sua desastrosa posição no cargo. Porém, ser líder de uma nação exige uma habilidade de oratória que George não tem e o problema da gagueira também o impede; sua esposa a futura Rainha Elizabeth (Helena Boham Carter) procura muitos médicos e terapeutas para curar o marido, porém as consultas têm sido em vão, até que ela descobre Leonel Longue (Geoffrey Rush) que parece ser a solução para os problemas do Rei.
> O elenco do filme é primoroso. Logo de início se percebe que o filme terá um excelente desenvolvimento. Até os coadjuvantes que aparecem por poucos minutos atuam com uma convicção e uma certeza de que são importantes para a história. Colin Firth foi indicado ao Oscar pelo segundo ano consecutivo na categoria ‘Melhor Ator’ (ano passado ele havia concorrido por ‘Direiro de Amar’, mas quem levou o prêmio foi Jeff Bridges por Coração Louco – com quem também concorre esse ano por Bravura Indômita), ganhou o Globo de Ouro e o SAG Awards. Helena também foi indicada como ‘Melhor Atriz Coadjuvante’ – para mim uma das grandes vitórias do filme foi vê-la em uma personagem fora da sua zona de conforto, que aparenta está ‘viva’ e efetiva, digamos assim – e o excelente Geoffrey Rush também foi indicado em uma das categorias mais difíceis do ano, ‘Melhor Ator Coadjuvante’.
> Um dos pontos fortes do filme é a tentativa muito bem sucedida de mostrar que existem problemas e conflitos em pessoas que achamos que têm uma vida descomplicada e perfeita, sem prejudicar o nome da família real inglesa. Bertie, apelido pelo qual o personagem de Colin Firth é chamado pela família, é uma pessoa forte e que consegue sustentar muitas imperfeições de outros membros da família, porém ao mesmo tempo é fraco e inseguro por dentro em vista de pressões e traumas vividos por ele, grande parte da segurança interna e do apoio que precisa, não só para falar em público, mas para conseguir conciliar várias situações complicadas, ele encontrará na amizade de Longue.
> O fato do filme está classificado como gênero drama não impede que ele seja “dinâmico”, o filme oscila entre partes emocionantes e engraçadas, mas sem perder o foco principal. O Discuro do Rei consegue trabalhar a amizade, a importância da família, a igualdade de uma maneira tão perfeita que o final do filme traz uma carga de positivismo a quem assiste. Com uma técnica incrível que não deixa a desejar em nenhum aspecto, o discurso do rei em si, é uma vitória para a o povo inglês que precisava ouvir palavras de confiança em meio ao conflituoso início da 2ª Guerra Mundial e um triunfo particular para o rei George VI.

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