21 de dezembro de 2011

Rango!

> Rango (originalmente dublado por Jonnhy Depp) é um camaleão que, em meio a uma crise de identidade se questiona se a vida que ele leva, de um animal domesticado, é aquilo que ele realmente almeja. Durante uma viagem ele cai do carro e passa a se encontrar em um deserto muito árido e terá que conhecer animais diferentes dele e se destacar no meio deles para buscar não só sua sobrevivência, mas a sobrevivência de toda a cidade de ‘Poeira’ onde a água é um bem valioso e em falta.

> O grupo mariachi de pássaros no início do filme me fez criar grandes expectativas sobre o que estava por vir. Porém, na sequência seguinte, a primeira com o lagarto protagonista, boa parte do encantamento sumiu com um existencialismo duvidoso e não muito empregado logo na introdução do filme. Metáforas, meta-diálogos e meta-piadas são assuntos que devem saber ser aplicados, ou digamos até, escondidos em filmes cujo maior público alvo é o infantil. Pode parecer que eu não creia a na capacidade de percepção das crianças quando falo isso, não é isso, apenas acho que elas vão para o cinema para ver algo que divirta e ensine algo, não para refletir sobre diálogos e técnicas de animação. São apenas duas cenas, mas que deixam o começo do filme maçante. Ainda assim a primeira metade do filme é que contém as melhores cenas de humor e aventura.

> Da metade para o final o filme se torna sem carisma, arrastado e com poucas cenas engraças. [SPOILER] Houve um momento um tanto quanto confuso em que eu me perguntei se o que eu estava vendo era realmente aquilo ou o Clint Eastwood era algo subentendido por mim [SPOILER]. Mas uma coisa é certa, ‘Rango’ tem uma qualidade técnica de animação que poucos filmes conseguem obter, seja nos detalhes ou na criação ou na fotografia. Vi em alguns lugares que o filme fora feito em homenagem aos filmes de gênero Western, tirando o nome do personagem principal, poucos dos grandes atrativos dos filmes desse gênero se fazem presente aqui, na verdade, são algumas cenas completas. Muito mais do filme poderia ter sido aproveitado, não fosse por seu roteiro indefinido. ‘Rango’ é um filme que diverte, mas falta carisma.

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