29 de dezembro de 2011

Toda Forma de Amor (Beginners)!

> Oliver (Ewan McGregor) é um triste designer que em meio a um processo de mudança em sua vida, após a morte de seu pai Hal (Christopher Plummer) conhece Anna (Mélanie Laurent) uma jovem espirituosa que o fará sentir-se querido e ao mesmo tempo inseguro sobre esse novo relacionamento. Depois da mãe de Oliver falecer, Hal se assumiu gay aos 75 anos, Oliver então tenta viver com essa nova situação e com o câncer na nova figura de seu pai. Oliver e Anna tentarão então suprir a falta que ambos sempre tiveram de uma família, de apoio e de amor.

> Quem assistiu outro filme do diretor Mike Mills chamado “Impulsividade” (2005) sabe que o estilo dele é bem simples, bonito e objetivo algo semelhante a um videoclipe ou uma propaganda, ele trabalha seus filmes com uma beleza plástica e quase palpável. O roteiro de “Toda Forma de Amor” é baseado na vida do diretor, quando sua mãe morreu de câncer seu pai se assumiu gay, aos 75 anos e depois de 44 anos de casamento e, alguns anos depois, também morreu de câncer. Ewan McGregor está muito bem – embora um ator norte-americano talvez se saísse ainda melhor em seu papel, Mélanie Laurent tem um carisma pessoal que deixa suas personagens sempre mais graciosas, a mãe de Oliver vivida por Mary Page Keller e Andy o namorado do pai de Oliver, interpretado por Goran Višnjić, também são personagens muito bem desenvolvidos embora tenham poucas cenas no filme. Mas o grande destaque aqui vai para o talentoso Christopher Plummer. Christopher é um ator com um currículo bem extenso no cinema, no teatro e na televisão norte-americana, porém quando atores chegam à idade dele poucos papéis variados são oferecidos, no caso de Plummer, sempre eram oferecidos papéis de coadjuvante, nos quais, ele se mostrava tão necessário para o destaque do filme quanto um protagonista. E nesse filme, ele realmente sai da zona de conforto de sua idade e mostra que ainda tem muita versatilidade e disponibilidade para filmes futuros.

> O filme tem uma edição de cena esperta onde os flashbacks às vezes são mais importantes e mais recorrentes do que as cenas ‘atuais’ e mantém a continuidade do filme. Todos os aspectos técnicos deixam o filme bem minimalista. São três histórias de romances que fazem o filme se desenvolver, as duas que envolvem Christopher Plummer são, de longe, as mais interessantes, entretanto a história tida como principal, que é controlada por Ewan McGregor não pode ser considerada uma das mais novas do cinema, mas pode-se dizer que é uma das mais bem contadas. Na verdade embora as escolhas do diretor deixem tudo mais bonito, visualmente falando, não é algo novo em longas metragens, o roteiro intimista é que dá veracidade ao filme. Não há muito de comédia, pelo contrário, é a tristeza que deixa o filme capaz de passar a mensagem de nunca é tarde para tentar ser feliz ou para começar algo que sem vem buscando durante uma vida inteira.

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