26 de dezembro de 2011

Tudo Pelo Poder (The Ides of March)!

> O ano é 2004 e as eleições para escolha de representante dos partidos democrata e republicano dos Estados Unidos estão acirradas. Stephen Meyers (Ryan Goslin) é o jovem diretor de comunicação do candidato Mike Morris (George Clooney) e o filme mostrará alguns dos envolvimentos, enganações, uniões e trapaças que Stephen terá que fazer para o bem de seu candidato ou, para o mantimento de seu cargo.

> O elenco dispensa qualquer comentário. Ryan Goslin é um ator que desde o final de 2008 ganhou um destaque que poucos conseguem em tão pouco tempo, de restante Paul Giamatti, Philip Seymour Hoffman respondem por si. Marisa Tomei e Evan Rachel Wood assim como o diretor e ator George Clooney, fazem papéis pequenos, mas de grande importância para a trama; Na verdade George Clooney aqui merece mais destaque como diretor - que tem se mostrado até bem hábil – do que como ator. Não imagino que seja fácil fazer um filme ágil e ao mesmo tem sólido envolvendo o tema política, talvez por isso não se tenha feito tantos ultimamente. De início pode parecer complicado - quando se fala de filme político, muitas vezes “complicação” é a primeira palavra que vem à cabeça - entender todas as relações ali presentes porque não há uma introdução explícita sobre cada um dos personagens. Mas no princípio fica claro o objetivo de mostrar a ligação entre o profissional e o pessoal daqueles envolvidos com a política, muito embora, em certos momentos pareça que o diretor e roteiristas acreditam que todos os políticos têm na verdade um descaso com a política.

> O filme é bastante consistente e tem um roteiro igualmente forte, com alguns diálogos, que parecem ser ordinários, mas que são deveras importantes que trazem as melhores ideias do filme, destaque essencial para o diálogo da primeira cena de Marisa Tomei com Ryan Goslin. “Tudo Pelo Poder” ganha destaque por saber tratar o drama e a política que geralmente tornam um filme banal, em um thriller espetacular e com ótimas referências ao ‘mundo real’ e por saber ter empregado ótimos atores em ótimos personagens, embora, - sendo baseado em uma peça sirva tanto para o cinema quanto para o teatro, - os personagens pudessem ser um pouco menos descrente naquilo que tanto fazem, ou, não dar um tom tão abrangente.

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