21 de janeiro de 2012

O Espião que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy)!

> O filme é baseado no livro homônimo do famoso escritor John Le Carré e narra a história do aposentado membro do Serviço Secreto Britânico George Smiley (Gary Oldman) na tentativa de buscar um possível agente duplo (o filme se passa durante a Guerra Fria, logo o infiltrado também trabalha para os soviéticos) na divisão ‘Circus’. Todos os membros então ficam sob suspeita e entre eles se forma um clima de tensão. George então terá que descobrir no menor espaço de tempo possível quem é o agente infiltrado.

> Desmistificando logo de início, a história de “O Espião que Sabia Demais” não é tão complicada como se grita aos sete ventos em vários lugares. O que pode causar essa impressão é que esse filme não é um daqueles que nos dá as situações-problema logo no início e nos mostra quem são os personagens principais e possíveis suspeitos e também o fato de John Le Carré ser um escritor que mostra a espionagem de uma maneira densa e bem introspectiva – como fora a Guerra Fria em si – diferente das espionagens explosivas que o cinema costuma ver. São muitos personagens introduzidos, muitos codinomes em muitas situações diferentes, porém, convergentes, tudo isso desenvolvido em uma não-linearidade tão bem trabalhada que surpreende e faz pensar o quão bem desenvolvido o roteiro foi. Tudo é bastante implacável no filme, principalmente a direção de Thomas Alfredson que não deixa passar nenhuma emoção ou possível indício de sentimento.

> Já não bastasse a técnica invejável, o elenco é outra metade responsável pelo filme dá certo. Não há ninguém melhor que ninguém até porque não há necessidade para isso. Gary Oldman traz mais uma espetacular atuação com destaque para uma cena em particular em que descreve um encontro com um antigo conhecido e possível ‘vilão’ da história onde mostra domínio total de cena sem qualquer esforço. A lista de atores conhecidos e talentosos é bem vasta e conta com a presença, dentre alguns, de Colin Firth, John Hurt e Svetlana Khodchenkova.

> Não é um filme fácil de acompanhar no começo o que o torna ainda mais interessante, instigante e inteligente. Deve se dá muito destaque a um filme que consegue tratar uma obra bastante conhecida de maneira nova e que, mesmo com a maneira arrastada que ele se apresenta, vai aumentando sua velocidade, se tornando mais intrigante e prendendo cada vez mais a atenção à medida que o filme vai se resolvendo e ao mesmo tempo ficando mais complexo.

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