10 de março de 2012

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)!

> Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um jovem órfão que mora por trás das paredes de uma movimentada estação de trem em Paris e ocupa parte do seu tempo ajustando os relógios do lugar, ou então tentando resolver um mistério deixado por seu pai, uma espécie de robô que está incompleto. Furtando peças de uma loja de brinquedos ele passa a procurar aquelas que possivelmente servirão para ajustar o objeto, onde Hugo acredita ter uma mensagem do seu pai. Passando a trabalhar com George, o dono da loja de brinquedos, e passando mais tempo com a sobrinha dele, Hugo percebe o que ele buscava faz parte (ou fez parte) de algo muito maior do que ele tinha conhecimento, e então descobrirá um passado glorioso sobre o velho e triste dono da loja.

> Primeiramente, deve ser destacada a ardilosa direção de Martin Scorsese pelo fato de ser seu primeiro filme, digamos, que tende para o público infantil e por ter resultado em um ótimo trabalho. A escolha dos jovens atores principais foi muito bem pensada, o fato de o menino Asa Butterfield ser um rosto até então novo no cinema (só o tinha visto na adaptação de “O Menino do Pijama Listrado (2009)”) deixou seu personagem mais fácil de ser aceito por quem assiste e mais fácil de ser interpretado por ele, imagino eu. Enquanto a Chlöe, qualquer pessoa que já tenha visto algum de seus filmes anteriores sabe que ela tem um domínio de cena que poucos atores em sua idade e com seu tempo de trabalho conseguem. Grade trabalho também do simpático elenco de coadjuvantes.

> O personagem Hugo se torna quase irrelevante quando descobrimos que na verdade a história gira em torno de George Méliès, o primeiro homem que acreditou no potencial que o cinema poderia trazer; na verdade Hugo é apenas a maneira de introduzir Méliès na história, pois se não fosse essa sua função ele se tornaria totalmente desinteressante. Enfim, sobre Méliès, as cenas de quando ele gravava seus filmes são os pontos mais altos do filme, e as escolhas de Scorsese nos deixa perceber as inovações que George realmente fizera em sua época como diretor.

> O filme elevou a direção de arte para outro nível, toda a decoração dos sets de filmagens é caracterizada por objetos de estruturas faraônicas e também minimalistas, mas tudo com detalhes caprichados que se complementam e deixam o filme com uma visão belíssima. É um filme encantador sobre uma história emocionante sobre o cinema em uma de suas épocas mais criativas e também menos valorizadas.

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