27 de abril de 2012

A Perseguição (The Grey)!


> Retornando para casa depois de uma temporada a trabalho no Alasca, um grupo de petroleiros se perde em meio a um grande deserto de neve depois da queda do avião que o transportava. Desorientados, famintos e desesperados, eles terão que unir forças e deixar as diferenças pessoais de lado para poderem vencer o frio, uma alcateia numerosa e outras diversidades naturais. 

> Filmes onde humanos enfrentam obstáculos impostos pela natureza é uma fórmula que sempre funciona, pois existem inúmeras maneiras de abordar o assunto. Animais perseguindo humanos não exigem uma carga emocional muito forte, e é exatamente aqui onde o filme se perde. Fui assistir ao filme sem conhecer nada sobre sua história e quando ele começou, logo em sua primeira cena, me convenci de que seria um filme surpreendentemente bom e com um excelente desfecho, o filme se mostrou surpreendentemente previsível e com um desfecho que não conseguiu finalizar corretamente tudo o que foi visto. O filme conta com tantos questionamentos tão vagos e rasos quanto desnecessários, são dúvidas sobre a existência de Deus, histórias que ficam pela metade e alguns outros fatores que só se mostram necessário em uma cena do filme, talvez a melhor, onde não há perseguição nem suspense. 

> O filme tem como protagonista Ottway, interpretado por Liam Neeson, um homem que está abalado emocionalmente pela perda de sua mulher amada e sem estímulos para viver. Se existe algo notável no filme é a escolha do elenco e, em especial, a atuação de Liam Neeson em todos os momentos do filme, ele tem o controle necessário para saber exagerar em cenas que exigem um drama mais intenso e também para se mostrar inerte quando os coadjuvantes precisam ganhar mais destaque. A direção não é muito arriscada, tudo que se espera que aconteça e que é certo que vai acontecer, acontece exatamente como se é previsto. Existem alguns erros nítidos de continuidade e os poucos efeitos são bem medianos. 

> Poderia ter sido um filme mais completo, ou com um roteiro menos pedante, mas como gosto de ser positivo em relação a quase tudo, as cenas de ação funcionam em sua maioria bem, ou, como se espera que elas devessem funcionar.

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