1 de maio de 2012

Área Q (Area Q.)!


> Thomas Matthews (Isaiah Washington) é um jornalista americano que, para tentar esquecer o desaparecimento de seu único filho, decide aceitar uma proposta de emprego que fará com que ele viaje de Los Angeles para o interior do Ceará com o intuito de fazer uma matéria sobre a presença de extraterrestres na região, baseada em relatos de moradores. Na região denominada “Área Q” – pelo fato dos relatos acontecerem nas cidades de Quixadá e Quixeramobim – Thomas encontrará pessoas que contam fatos curiosos, lugares com histórias inesperadas e ligações entre esses eventos e o sumiço de seu filho.

> Fui assistir ao filme cheio de preconceito imaginando que um filme de ficção científica que se passa no interior do Ceará não poderia dá muito certo por inúmeros motivos: primeiramente porque, indiscutivelmente, o Brasil ainda não tem experiência nesse ramo de filmes e, por isso, as chances de sair algo mal feito eram quase plenas; segundo porque os americanos responsáveis pelo projeto não teriam conhecimento suficiente da região onde o filme se desenvolve para fazer um filme bem desenvolvido. Resultou que consegui me surpreender com a competência que o filme tinha de se sair melhor do que foi, mas ficou muito aquém do que poderia.

> O filme tem um enredo que até poderia deixar o filme mais interessante, mais positivamente diferente, porém tudo acontece de uma maneira tão desequilibrada e desorganizada que dá a impressão de que quanto mais o filme se desenvolve menos se parece que o final está próximo. E a técnica usada para aplicar as ideias, que, repito, algumas são até bem pensadas, é tão fraca que parece que o filme foi feito com descuido ou descaso.

> Com boas intenções, mas com péssimas maneiras de se expressar, Área Q é mais um filme que sofreu com o problema de más escolhas e fez com que as boas intenções se perdessem. E, bom, se o filme ficasse totalmente voltado para a ficção científica talvez ganhasse mais alguns créditos, porém no meio de toda a questão alienígena alguns traços do espiritismo são inclusos e faz com que o filme passeie por universos completamente diferentes como o do livro “A Cabana” e o do filme MIB – Homens de Preto sem usar os lados positivos de ambos, ou misturá-los, se isso fosse, de qualquer forma, possível.

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