14 de julho de 2012

Para Roma, Com Amor (To Rome With Love)!

> Woody Allen saúda Roma em seu mais recente filme, no qual mantém o mesmo estilo de humor crítico e refinado. Para Roma, Com Amor é uma comédia que mostra personagens distintos em situações cotidianas e cômicas que envolvem o poder do romance e das escolhas e têm em comum as locações da bela capital italiana.

> Começando com o elenco, Jesse Einseberg, Alec Baldwin e o italiano Roberto Benigni são atores que quando estão interpretando figuras simples e, digamos, rotineiras geralmente parecem interpretar o mesmo personagem. Não que suas interpretações deixem a desejar. Pelo contrário, o trio está bem como de costume, mas parecia estar em uma zona de conforto que faz com que suas atuações se assemelhem a personagens já feitos por eles em filmes anteriores. Merecem destaques as jovens atrizes Ellen Page e Alison Pill e o simpático casal de atores italianos Alessandro Tiberi e Alessandra Mastonardi. Mas em meio a tantos nomes, aquele faz os espectadores reagirem de maneira positiva é ninguém menos do que… Woody Allen, que volta a atuar depois de seis anos apenas por trás das câmeras.

> No roteiro, Woody Allen está mais uma vez afiadíssimo, aqui ele faz críticas explícitas ao excesso se atenção dado pela mídia a questões fúteis e também ao ato de "ser famoso". Ele se mostra mais uma vez um excelente cronista. Porém, diferente de Meia-Noite em Paris, onde era perceptível a diferença entre o plano real e o “fictício”, em Para Roma, Com Amor, leva um tempo para o espectador compreender quais os planos reais e imaginários de alguns esquetes. É um pequeno problema que, digamos, dificulta, o desenvolvimento de um esquete, mas nada que comprometa o andamento geral do conjunto.

> Não se vê Roma como um personagem da história como se via no filme-homenagem à Paris, em muitos momentos a cidade aparece mesmo apenas como um plano de fundo para o desenvolvimento de alguns segmentos. Mesmo assim, é lindo ver as locações italianas e os personagens em situações engraçadas, constrangedoras e inusitadas utilizando muito bem o espaço físico. Porém, se não fosse pelo personagem do próprio Allen e pelo carisma do roteiro o filme não fluiria de uma maneira natural como o diretor e roteirista já conseguiu fazer várias vezes em sua carreira.

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