19 de agosto de 2012

Chernobyl (Chernobyl Diaries)!

> Um grupo de turistas se aventura com um guia não convencional a entrar na hoje cidade fantasma de Pripyat, que abrigava os trabalhadores de Chernobyl, cidade que, há algumas décadas, sofreu com um acidente nuclear que causou o seu abandono e isolamento. Porém, – usando um dos maiores clichês dos filmes de terror – , ao chegarem na cidade eles percebem que não estão tão sós quanto imaginavam.

> Para ser direto, não se vê nada de concreto assustando a cidade. Não contando com os animais que têm as melhores cenas de susto, o filme é aterrorizado por umas criaturas disformes e mal enquadradas que, quando é bem utilizado, poderia ter sido um recurso interessante, mas aqui não dá passa uma confiança sobre o que o diretor quis colocar em cena. É uma mistura de found footage, com terror selvagem, com zumbis e criaturas mutantes que no final o filme não consegue abarcar completamente nada disso.

> No início até acreditei que sairia algo suportável do filme. A trama estava digerível, atuações interessantes, tava indo acima da média para um filme de terror. Mas foi só a primeira cena de escuridão total aparecer para o filme começar a ruir. Os sustos têm seus méritos, mas não sustentam o filme inteiro. E o desfecho é tão injusto com o filme, não pela trama, mas porque um ótimo final talvez salvasse o filme quanto clichê. Se fosse tudo mais simples o filme teria conseguido mais. Por mais que se tenha feito uma propaganda tentando associar o filme a Atividade Paranormal, Chernobyl não tem nem a metade dos critérios criativos que o outro tem e o seu resultado é um estranho circo dos horrores do terror.

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