15 de novembro de 2012

Magic Mike !

Mike (Channing Tatum) é um experiente stripper, que está ensinando a um jovem a arte de seduzir as mulheres em um palco, de forma a conseguir delas o máximo possível de benefícios. Ao mesmo tempo que em passa seus conhecimentos para Adam (Alex Pettyfer), começa a se interessar pela a irmã dele, Brooke (Cody Horn). Com o tempo, Adam vai se mostrando cada vez mais confiante e deixa o dinheiro fácil subir na cabeça. Começa a lidar com drogas e a ignorar as pessoas próximas, mas ainda assim contará com a apoio de Mike e Brooke. Aí, o resumo do emtedo. Agora, vamos ver o seu conteúdo.

Channing Tatum fez uma pequena participação em "A Toda Prova", de Steven Soderbergh, e, durante as filmagens, contou-lhe que antes de ser ator havia sido stripper em um clube noturno, Soderbergh achou a história interessante e tratou logo de adaptá-la para um filme. Eis que surge Magic Mike.
O trunfo de Soderbergh como diretor está em não se manter preso a um mesmo estilo de filmes. Ele já dirigiu obras de ação, drama, policial, comédia, e essa versatilidade entre os gêneros o faz ter mais conhecimento das técnicas e estilos, o que faz com que seus trabalhos se destaquem em meio às produções comuns de determinado gênero. Esse ano pudemos ver seu excelente thriller, "A Toda Prova" e, agora, o drama com elementos de comédia Magic Mike, comprovando que Soderbergh quanto mais se arrisca em diferentes tipos de produções cinematográficas, mais ele conquista o respeito da crítica e a atenção do público. Pelo menos em tese, pois desta vez seu filme foi mais bem recebido pelo público.

"Magic Mike" não é um filme que exige uma longa duração ou um excesso de falas inteligentes. A função da película é mostrar a difícil vida de quem trabalha como stripper. Um dos poucos filmes que chegou a ter o tema de homens que tiram a roupa por dinheiro foi "Ou Tudo, Ou Nada" (1997), do diretor Peter Cattaneo, onde um grupo de amigos desempregados resolve fazer um show de stiptease para conseguir algum dinheiro, porém tudo era abordado com um clima um bem mais humorístico do que "Magic Mike". Diferente da comédia de 1997, o tema deste é a vida pessoal em confronto com a profissional de homens que trabalham com strippers, a falta de reconhecimento social, de respeito e de oportunidades, tudo causado pela falta de dinheiro que os leva a tal profissão.
O enredo escrito por Soderbergh e Carolyn Reid consegue mostrar, com louvor, como banal pode ser a vida de quem se deixa levar por todas as oportunidades de, digamos, “glamour”,  e a diversão “instantânea”, passageira veloz, que é a carreira profissional de stripper. A juventude passa rápido. O personagem Mike faz planos com o dinheiro que consegue na noite, tenta conciliar outros empregos, mas chega um ponto em que ele percebe que esse estilo de vida pode ser financeiramente boa, mas, também, é um empecilho para o avanço na vida pessoal.

Muito se fala sobre a produção se voltar para o público feminino. Normal, pois trata de homens que dançam para mulheres. Mas, como está aí, consegue oferecer entretenimento tanto para mulheres quanto para homens. Pode ser que, para estes, bem menos, mas consegue. Inegavelmente, o filme delicia as mulheres.

Matthew McConaughey e Channing Tatum, que até uns dois anos atrás não recebiam papéis que exigissem muito de suas veias artísticas, surpreendem aqui e mostram como são ótimos atores. O filme, por sua vez, foi um dos maiores sucessos de bilheteria de Soderbegh nos EUA e já se comenta a possibilidade se transformá-lo em um musical na Broadway.

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